As Intermitências da Morte de José Saramago
Publicado em 2005, a frase inicial "No dia seguinte ninguém morreu" é ponto de partida para ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência.
Fiel ao seu estilo e ainda mais sarcástico e irônico, Saramago vai além de reflexões existenciais, fazendo uma dura crítica a sociedade moderna (o país da obra é fictício) ao relatar as reações da Igreja, do Governo, do Clero, dos repórteres, dos filósofos, dos economistas, das funerárias, casas de pensão, hospitais, seguradoras, das famílias com um moribundo em casa, da máphia, etc.
Trechos do livro
- “Os amantes da concisão, do modo lacônico, da economia de linguagem, decerto se estarão perguntando porque, sendo a idéia assim tão simples, foi preciso todo este arrazoado para chegarmos enfim ao ponto crítico. A resposta também é simples, e vamos dá-la utilizando um termo atual, moderníssimo, com o qual gostaríamos de ver compensados os arcaísmos com que, na provável opinião de alguns, hemos salpicando de mofo este relato, Por mor do background.”, pg. 67
- “É possível que só uma educação esmerada, daquelas que já se vêm tornando raras, a par, talvez, do respeito mais ou menos superticioso que nas almas timoratas a palavra escrita costuma infundir, tenha levado os leitores, embora motivos não lhes faltassem para manifestar explícitos sinais de mal contida impaciência, a não interromperem o que tão profusamente viemos relatando e a quererem que se lhes diga o que é que anunciou o seu regresso.”, pg. 123
- “Não entendo nada, falar consigo é o mesmo que ter caído num labirinto sem portas, Ora aí está uma excelente definição da vida, Você não é a vida, Sou muito menos complicada que ela.”, pg. 198...
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A história da literatura é o estudo dos desenvolvimentos históricos das escritas em prosa ou poesia.
A literatura e a escrita, embora tenham conexões entre si, não são sinônimos. Os primeiros escritos dos antigos não são literatura. Os textos literários mais antigos que nos são ligados datam de milênios depois da invenção da escritura. Há contróvérsias dos estudiosos que discordam sobre quando os registros antigos se convertem em algo mais semelhante à literatura.
A história literária anda lado a lado com a história da humanidade. O homem usou muito dessa sua capacidade para expressar suas tristezas; seus amores pela natureza, pelos animais, pelas pessoas; para expressar suas críticas em relação aos governos, à algum grupo específico.
Essa história é fantástica e a literatura começa-se muito antes do que se pensa.
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